VOU ENCONTRÁ-LA / PARTE 1

11:26 Helena Lopes 0 Comments


Samantha estava estridente de felicidade. Ainda não conseguia assimilar que estava finalmente ficando livre. Tomou mais um gole da tequila à sua mão, olhando para as pessoas na pista de dança. A sensualidade e o ar pesado de tensão sexual pairavam no ar, aquele era um local onde encontros se formavam a base de um olhar, e uma noite de prazer era firmada. Não estava intencionada para uma noite de sexo casual, mas certamente não se negaria a um prazer desconhecido e momentâneo. Não era daquilo, aliás, fora toda a vida muito certinha, e depois de passar quatro anos presa a toda essa etiqueta moral, estava pronta para se deixar ir – pelo menos por uma noite. Virou-se para o garçom sarado e pediu mais um shot.
- Já é o quinto shot que a vejo pedir. – Uma voz grave ressoou a seu lado. Ela se virou rapidamente, buscando a pessoa que falara.
O garçom chegou bem no instante em que ela encontrou os olhos verdes escuros dele. O homem a seu lado era louro, forte e quase um deus de tanta beleza. Samantha olhou-o demoradamente, seguindo os traços de seus músculos sobre a camisa social e a gravata frouxa sob o colarinho aberto. Seguiu os contornos de seu rosto austero, nariz fino, boca suculenta e olhos famintos. Não conseguia entender como não o havia percebido.
- Estou comemorando – Sam conseguiu dizer, depois de uma pausa contemplativa.
- Uhm – ele se aproximou, trazendo o banco comprido consigo.  – Me permite perguntar pelo quê?
- Bem... - Abriu um sorriso estrídulo, era tanta felicidade que esperava que transbordasse. – Estou comemorando um divórcio.
O homem louro riu.
- Geralmente pessoas não ficam tão alegres pelo fim de um casamento...
- Eu estou. Ainda não consigo acreditar que daqui uma semana estarei livre de Rhaego. 
- Percebi – ele disse, mostrando seus dentes brancos em um sorriso.
- E você? Está comemorando algo ou só está aqui pela cerveja belga? – ele riu novamente.
- Pode se dizer que estou comemorando...
- Me permite perguntar pelo quê? – ela o repetiu, passando os dedos no pequeno copo de tequila sobre a bancada do bar.
- Uma filha.
- Uma filha? – Sam desanimou, mas não demonstrou. – Meus parabéns, então...
- Obrigada – o homem deu um gole em seu gim tônico.
Samantha observou a mão esquerda dele assim que levantou o copo da bebida à boca.
- Então, senhor misterioso... – o homem deu uma risadinha – É casado e tirou a aliança antes de vir à boate ou é gay?
Ele a olhou espantando e depois caiu na gargalhada, espalhando pelo ar sua risada rouca.
- Não sou gay... – ele enfatizou - E bem, quase me casei, mas merdas acontecem.
- Ah, sinto muito...
- Não sinta. Ela se apaixonou por outro homem. E sinceramente? Estou feliz por ela.
- Então é pai solteiro?
- Ah não. – ele respondeu, franzindo o cenho. Samantha levou um susto.
- Não?
- Minha filha ainda não nasceu. Portanto, ainda não sou pai. – Ela expirou baixinho, aliviada.
- Por quê? – ele perguntou, trazendo seu corpo mais para perto, fazendo-a notar suas sobrancelhas louras e seus olhos verdes rapinos. 
- Acredito que deva ter uma ideia, senhor misterioso.
- Na verdade, tenho várias ideias. – levantou-se do banco e se aproximou dela, o bastante para sentir o aroma sutil de eucalipto que exalava do cabelo castanho-avermelhado de Samantha.
Ela pegou seu shot de tequila e entornou de uma vez, sem tirar os olhos dos dele.
- Onde? – ela perguntou.
- Pode ser na sua casa, se quiser... – sugeriu.
- Não dá. Estou ficando no apartamento de uma amiga. Vem comigo.
Levantou-se, dando um pouco de espaço dele e saiu em direção de um vão separado da pista de dança e do bar, era um local escuro, grande, um vão entre a escada que dava para os camarotes Vips e os banheiros inferiores. Seria perfeito para o que queriam.
O homem louro a seguiu, abrindo a carteira e colocando duas notas de cem no balcão antes de sair. Assim que chegou ao vão escuro, Samantha se virou para ele, que dava longas passadas, olhando de um lado pra outro se certificando da privacidade.
Sam deu dois passos para trás, vendo-o vir ávido para cima dela, com seus passos longos. Encontrou a parede escura ao fim do segundo passo dado, e não tinha mais volta. O homem misterioso já estava sobre ela, a centímetros de sua boca.
- Já fez isso antes? – ele perguntou para ela, inspirando o ar que ela exalava.
- O quê? Sexo exibicionista?
- Isso... – ele se aproximou mais.
- Sim. – Samantha expirou momentaneamente sufocada com a presença imponente dele.
 - Ótimo – o homem disse, capturando a boca dela num ímpeto selvagem, sem pedir licença para enfiar sua língua dentro do vale molhado e saboroso dos lábios dela. Samantha era quente e doce, com um gosto de quero mais. Era viciante.
Ela incentivou-o buscando suas mãos e o fazendo colocar em sua cintura, apertando ainda mais a proximidade, fazendo-os ficarem mais colados ainda. O louro passou a mão pela cintura fina e magra dela e desceu seus dedos até encontrarem sua bunda firme. Ele passou as mãos pelas nádegas e a trouxe para si, fazendo-a colocar os pés sobre seu quadril estreito, friccionando seu pau ereto nela. Ela passou os braços pelo pescoço dele quando ele deixou sua boca, descendo para o pescoço e queixo, fazendo-a arfar com lambidas e mordidas sensuais.
Ele passou uma das mãos no meio dos corpos e desceu pelo corpo curvilíneo dela, puxando o vestido curto para cima, buscando outro vale molhado, só que ainda mais doce. Ele passou os dedos sob a calcinha de renda molhada, sentindo o calor que a bucetinha quente emanava.
- Ah! – ela gemeu, sentindo-o friccionar o polegar em seu clitóris enquanto mordia seu ombro. Sam deslizou os braços pelas costas largas dele e agarrou sua bunda musculosa, o aproximando de seu ventre.
- Vamos, quero você dentro! – ela arfou, passando a mão direita no pau duro dele, pegando o botão da calça social e o abrindo, descendo o zíper em seguida. Colocou seus dedos para dentro da calça e puxou o pau duro dele para fora. Estava escuro ali, mas ela pode ver claramente o quanto ele era grande e grosso, e o peso em sua mão não negava isso. Ele deu um suspiro rouco quando Samantha começou a masturbá-lo lentamente. O louro deu um grunhido sensual, mordendo o queixo dela e com apenas um braço a segurou, enquanto apanhava algo no bolso traseiro da calça. Puxou o preservativo e o rasgou com os dentes. Ela tirou suas mãos do pau dele rapidamente enquanto ele – com uma só mão – colocava a camisinha habilmente em seu pau enorme. Sam o olhou rapidamente quando ele terminou, concluindo que ele fazia aquilo constantemente. Não se sentiu ofendida, nem nada disso. Ficou até aliviada por ter encontrado um cara que saberia o que fazer. Já estava há tanto tempo no celibato que estava quase subindo pelas paredes por um bom sexo, mesmo que sem preliminares e afins.
Ele subiu ainda mais o vestido lilás dela, que era de pano fino, e afastou para o ladinho a calcinha de renda, esfregando seu pau ereto na entrada úmida dela.
- Isso vai ser gostoso... – ele sussurrou, abaixando para abocanhar o seio dela sob o vestido. Ela estava sem sutiã, o que facilitava.
O louro empurrou fortemente o pau dentro e Sam sentiu-se alargar com o movimento. Foi um impulso selvagem e delicioso. Sentiu uma pontada de dor, pois ele era muito grande, mas logo passou com a presença gostosa dele dentro de si. Ele deu outra estocada, fazendo-a sentir toda sua extensão e excitação. Samantha arqueou o corpo e apoiou a cabeça na parede, tentando abafar seus gemidos. Nem viu quando ele puxou de uma vez a frente de seu vestido, fazendo um rasgo irreparável.
Só sentiu a boca dele finalmente em seus mamilos que gritavam por atenção. Ele a impulsionava firme com as estocadas fundas de seu pau dentro de si, fazendo escorregar para cima e para baixo na parede áspera. Ele estocava fundo enquanto sugava sem dó seus seios, passando de um para o outro, dando alguns suspiros roucos enquanto não parava de se movimentar dentro dela. Ela era aveludada, apertada e quente. Nunca havia sentindo seu pau tão ordenhado quanto naquela mulher. E ela continuava apertando suas unhas na bunda esguia dele, fazendo-o entrar ainda mais fundo, impulsionando-a mais para cima.
- Mais! – ela pediu, sem fôlego.
O homem movimentou duramente seu quadril para cima, empurrando o que tinha tirado tudo de uma só vez. Samantha soltou um gemido alto, incontrolável, prestes a ceder no orgasmo. Ela começou a tremer enquanto ele agarrava a bunda dela bem alto, enfiando forte seu pau, enquanto os seios dela balançavam com o movimento brusco. Ele olhou ao rosto dela e a viu com as pálpebras fechadas chegando ao ápice do prazer – assim como ele – com um gritinho abafado, mordendo seu lábio inferior.
Quando sentiu que ia gozar, pensou em se afastar, pois apesar de estar usando camisinha, não confiava em gozar dentro. Mas com Samantha estava sendo diferente, ele a observou tão inerte e deliciada em sua fase pós-orgasmo que quis o mesmo, e com propriedade. Gozou lentamente dentro dela, soltando um rosnado baixo, buscando violentamente a boca dela e atacando-a com sua língua a ponto de deixá-la sem ar.
Afastou-se ligeiramente, permitindo que ela recuperasse um pouco do fôlego perdido. Sam deu um sorriso grande, passando as mãos pelas costas dele.
- Isso foi delicioso! – ela concordou baixinho com o que ele havia falado antes de começarem.
Ele abaixou-se a capturou mais uma vez os lábios avermelhados dela. Sentia que ainda estava excitada – assim como ele, seu pau ainda estava duro.
- Preciso tirar a camisinha... – ele disse relutante. Não queria sair dali e se desfazer daquela posição maravilhosa. Queria rasgar o restante do vestido dela, jogá-la no chão e foder aquela mulher até os dois não conseguirem mais respirar.
- Tudo bem – sussurrou. Ele foi deslizando para fora dela lentamente, fazendo-a sentir sua extensão novamente e o pulsar do desejo. O louro tirou um lenço de seda do bolso direito da calça e enrolou a camisinha lá, depositando-o novamente ao bolso, e aprumando a calça. Samantha deu uma boa olhada nele antes de reparar que estava toda descomposta. Abaixou o vestido e analisou o rasgo na parte do busto.
- Desculpe-me... – ele disse, observando que ela olhava para a abertura feita no tecido de modo desesperançado. Não havia como mandar costurar novamente nem algo do tipo, era o tipo de dano irreparável. O centro do decote havia sido puxado de modo que levava até o meio da cintura.
- Não tem problema – ela olhou para ele, puxando o tecido para que cobrisse os seios desnudos.
- Eu te levo em casa – falou, olhando para ela e para os modos tímidos – súbitos. O efeito da tequila parecia ter se dissipado.
- Não precisa, vou de táxi – Sam deu um daqueles seus sorrisões. Com uma mão segurou o rasgo do vestido e a outra passou a mão em seus cabelos que iam um pouco antes dos ombros, fazendo o melhor que podia para domá-los.
- De modo algum. Não posso deixá-la sair daqui neste estado... – Sam deu um passo pra frente, dando a volta sob o corpo maciço daquele homem maravilhoso.
- Estou bem – falou decidida, dando alguns passos em direção à claridade. Fugindo do olhar verde inquisitivo.
Samantha seguiu apressadamente, não ouvindo o ressoar seus sapatos caros pela pista barulhenta, de cabeça baixa chegou até o guarda volumes, pegando sua bolsa – e graças, seu casaco. O vestiu, abotoando por cima do vestido em trapos. Pegou a bolsa e rumou para fora, sem perceber o que o homem misterioso a seguia.
Estava chovendo quando chegou lá fora.
- Espere – ele gritou sob as gotas de chuva. Sam olhou para trás e virou-se rapidamente para um táxi amarelo que estava chegando. Precisava sair dali rapido. Fora um sexo maravilhoso, tinha de admitir, um dos melhores da sua vida – se não O melhor. Mas não podia se deixar levar por aquele homem que era claramente só mais um cafajeste, e de cafajeste já bastava seu futuro ex-marido. Uma semana, e finalmente se livraria dele. Não queria outro cercando-a.
Ele a alcançou antes do táxi estacionar ao lado dela. Puxou seu antebraço, fazendo-a olhar em seus olhos abaixo as gotículas da chuva forte.
- Me deixe pagar-lhe outro vestido...
- Não me ofenda – ela se virou para ele.
- Onde eu posso encontrá-la então? – ele falou alto, estava chovendo muito.
- Foi um ótimo sexo, mas acaba aqui. – Sam deu um sorriso a ele, se soltando do aperto dele e abrindo a porta do táxi.
- Você tem um nome? – falou antes de ela sentar no banco do carro.
Samantha o olhou e sorriu novamente. Nunca iria esquecer-se dos olhos verdes-escuros dele diante à chuva forte. 
- Sim, eu tenho. – Meneou a cabeça para o taxista, que arrancou voltando para as ruas lotadas da cidade, deixando-o olhar o ponto amarelo sumir à meio de um temporal e um trânsito caótico. Ele nunca se esqueceria dos olhos cor de mel dela.
Um clarão desceu, e logo após o trovão ressoou.
Ele a encontraria.
Essa foi a promessa que o louro fez naquela noite.

Sim, queridas, há mais. Em breve.
Para saber sobre esta história contate a autora em facebook.com/autorahelenalopes ou mande e-mail para autorahelenalopes@gmail.com

Obrigada por ler 🌹

0 comentários: