Prelúdio Marcado em Nós

08:45 Helena Lopes 0 Comments


MARCADO EM NÓS ESTÁ DISPONÍVEL PARA PRÉ-VENDA: 
PRÉ-VENDA AMAZON

O romance será lançado no dia 17 de abril! \o


Agradeço muito todo o apoio, os emails e a procura pelo segundo livro da série (que também será o último). Ele agora está em pré-venda e mal posso esperar para que todas vocês o leiam. O livro está lindo, cheio de surpresas, ação e muito amor e paixão.
Aguardo vocês até dia 17, mas aguarde, porque daqui para lá ainda terá muitas novidades para vocês!!
Abraços! 


Como estive sumida, resolvi dar para vocês a primeira parte do primeiro capítulo da continuação de Perdida em Você, e dizer que PeV terá logo logo uma segunda edição, editada, revisada e com cenas bônus. Mas só em breve mesmo, talvez depois de MeN. 
Lembrando que o capítulo completo está disponível como extra no meu segundo livro - Um Toque de Esperança, em venda na amazon, saraiva e kobo. 
Até mais. xx


- Você prometeu. – Marcos sussurrou para ela.
Ele segurava sua mão como se seu equilibro e controle precisasse daquele toque. Ele estava dilacerado. Completamente perdido nos últimos acontecimentos que o assolaram de modo que nada da vida havia feito. Só que seu controle iria voltar não muito em breve, e assim que seus pés estivessem fincados no solo novamente, ele iria encontrar o responsável e fazer com que ele se arrependesse de um dia ter ponderado em machucá-la.
Sophie estava deitada na cama do hospital, dormindo serenamente, com a boca entreaberta e o cenho relaxado. Ela parecia bem, e estava bem. Havia reagido aos acontecimentos bem melhor do que imaginaria reagir. Ela estava com um pequeno curativo no alto de sua testa e em seus braços havia alguns arranhões. O tornozelo direito estava enfaixado com uma tala provisória, que seria substituído por um imobilizador removível.
As imagens de Sophie entrando no hospital ao lado de Josef todo ensanguentado já estavam por toda mídia, e agora um mar de fotógrafos e jornalistas cercavam o prédio. Mas Marcos não estava preocupado com a imprensa, tudo o que queria agora era o sossego que teve na noite anterior, e uma manhã similar a de hoje.
Fechava os olhos e via Sophie em seus braços, completamente relaxada depois de fazerem amor, dizendo ‘sempre’ para ele. Nunca havia ficado tão feliz em apenas ouvir uma palavra.
Tocou o anel com a enorme gema, que estava no dedo anelar da mão esquerda dela, e imaginou por um segundo o que faria se Carlo não houvesse chegado a tempo no local. Marcos havia enviado o chefe de sua segurança atrás de Josef para se certificar de que Sophie chegasse à mansão segura. E quando o carro que Sophie estava foi arrastado pelo o Parque Cavendish, tombado, Carlo e dois outros seguranças altamente treinados não demoraram em interceptar os homens. Mais uma vez estava devendo sua vida ao velho companheiro.
A polícia e ambulâncias chegaram logo em seguida, conseguindo tirar Sophie e seu protetor de dentro do carro blindado, que tinha centenas de balas em sua lataria.  Ela havia ficado consciente o tempo todo, mas Josef não. Havia sofrido uma grande hemorragia e havia entrado em coma antes mesmo de chegar ao hospital, Sophie o acompanhou cada segundo, sem deixar-se abater.
Marcos foi avisado imediatamente, e surtou. Olhou para sua mão que segurava a dela, frágil e pequena. Os nós de seus dedos tinham pontos, e estavam inchados. Marcos havia quase quebrado sua mão em um soco na parede, quando soube o que ela havia passado.
Ouviu um leve bater na porta.
- Marcos? – ele ouviu ser chamado. A voz com sotaque inglês era de seu amigo Victor, que entrou assim que colocou a cabeça para dentro, se certificando de que poderia entrar. Victor era um cirurgião geral prestigiado no Hospital St. Mary, onde estavam, e grande amigo de Marcos. Era um homem alto e forte, assim como Marcos, tinha os cabelos num ruivo quase loiro bem cortado, e sua barba por fazer denunciava que havia feito plantão, ou estivera em uma daquelas demoradas cirurgias há pouco.
- Acha que ela vai demorar a acordar? – ele perguntou, sem se levantar da cadeira ao lado da cama e sem tirar sua mão machucada da dela.
- O efeito do remédio para dor deve estar passando. Não vai demorar. – Victor colocou a mão nos bolsos do jaleco branco e se aproximou. – Ela está bem, eu já te disse. Quando acordar avisaremos você. Vá para casa.
Marcos nem precisou olhá-lo para que seu amigo soubesse a resposta que ele daria.
- Tudo bem. – Victor desistiu. Pegou uma cadeira e se juntou a ele. – Como está Lady Eva? Não tive tempo de vê-la.
- Minha mãe já voltou para casa. – ele respondeu aliviado. O coração de sua mãe constantemente dava sustos nele, e mais uma vez deu graças por mal ter chegado ao hospital e ela ter sido liberada, com ordens expressas para que ficasse em completo repouso e não deixasse de usar o cateter. Eva foi para a mansão insatisfeita, não queria ficar deitada em uma cama vendo a vida correr lá fora. Foi bem a tempo de Marcos receber a notícia de Sophie e voltar correndo para o hospital.
- Sophie Claire... Tinha que ser uma mulher tão poderosa como ela, ainda por cima a mulher que tirou do cargo de presidência da Company?
Marcos se virou para Victor e pela primeira vez desde que Sophie saíra de sua casa, sorriu.
- Ela vai ser Sophie Gate, agora.  – Seu amigo levantou as sobrancelhas e o olhou nada surpreso. Sophie havia tomado Marcos de um jeito que o fez virar de ponta cabeça. Foi animal, intenso e completamente desconhecido. Ele estava inteiramente perdido naquela mulher, e não só quem o conhecia era capaz de perceber, pois ele não tentava esconder.
- Só ela mesmo para te colocar uma aliança. Você não gosta de coisas fáceis.
Marcos sentiu os dedos de Sophie se retesarem sob os seus. Ela estava para acordar e Victor percebeu também, pois se pôs de pé e caminhou até a porta, fechando um botão do jaleco.
- Vou te ligar para combinarmos sua despedida de solteiro. – Marcos franziu o cenho e olhou para ele, que exibia um sorrisinho divertido. E antes de sair porta a fora, disse:
- Afinal, sou seu padrinho, não é mesmo?
Marcos deu uma risadinha, o que fez Sophie despertar definitivamente.
- Marcos... – ela sussurrou de olhos fechados, e deu um gemido de dor quando tentou mover os dedos do pé.
- Sou eu querida. – se arqueou sobre a cama, aproximando-se do corpo cansado dela que despertava devagar. Sophie apertou os dedos juntos aos dele, aprisionando-o no enlaço de mãos.
- Está tudo bem agora. – disse a ela.
E ela abriu seus olhos, atravessando sua alma com o olhar que lançava. Uma felicidade quase utópica surgiu de modo avassalador no peito de Marcos e tudo o que ele mais queria naquele instante era tê-la em seus braços.  
- Como está Josef?
- Ele está bem. Recebeu transfusão de sangue e saiu do coma há pouco.
Ela tentou se ajeitar na cama, mas viu que seu tornozelo não iria facilitar. Ficou como estava, fazendo uma expressão contrariada.
- Sua mãe?
- Em casa, descansando.  – ela soltou um suspiro de alívio e recostou a cabeça no travesseiro.
- Quer ir para casa? – ele perguntou, afagando os cabelos revoltos cor de caramelo dela e passando a mão na pele macia de sua face, sentindo-se momentaneamente relaxado por vê-la bem.
- Eu posso? – Sophie apoiou a bochecha na mão dele e respirou fundo, sentindo os pulmões reclamarem.
- Foi só uma queda de pressão que a fez desmaiar. Está aqui no hospital por precaução apenas, quando quiser ir é só me dizer.
- Quero ver Josef.
- Achei que iria. Vou pedir para que tragam algumas roupas para que possa se trocar, então iremos vê-lo. Ele não está acordado ainda. – Sophie assentiu, fechando os olhos e puxando novamente o ar profundamente.
- Deita comigo – pediu a ele. – Estou com frio.
E Marcos nem precisou responder. Levantou-se da cadeira, e gentilmente se deitou ao lado dela, tomando cuidado para não machucá-la, tentando distribuir seu peso e seu tamanho pelo colchão de modo que não a deixasse desconfortável.
Ela se aconchegou nele, colocando seu pé saudável em cima da panturrilha dele, e sua cabeça no meio de seu peito, buscando conseguir mais calor. Sophie ficou caladinha, respirando bem devagar e sentindo o aroma que ele exalava.
No carro, assim que os tiros começaram a subjugar o revestimento blindado, Sophie teve medo de nunca mais ser capaz de senti-lo, de ter-se nos braços dele. De abraçá-lo e ter toda a certeza do mundo que pertencia àquele homem. E agora que estava ali, tomada por ele, teve a única certeza de um futuro na sua vida. O futuro o qual não deixaria escapar de seus dedos. Principalmente quando a promessa dele estava ali, repousando omisso no carinho do enlaço das mãos dos dois, que mesmo em silêncio repetiam incansavelmente o que não poderiam permitir perder.

Um ao outro.




Este prelúdio pode ser modificado durante o período de edição e lançamento do livro. 
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O LIVRO COMPLETO ESTÁ DISPONÍVEL NA AMAZON. 

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