NOITES DE OUTONO

18:49 Helena Lopes 0 Comments

Nem eu sei como realmente comecei a escrever Noites de Outono. Só sei que não foi tão espontâneo como eu gostaria. Já estou há alguns meses nele e agora que estou na reta final não quero terminar.
É, com certeza, o livro mais intuitivo que escrevi até agora (nesse meu um ano e quatro meses de carreira).  O livro é lindo. Sei disso. A história é de uma paixão meio que impossível entre duas pessoas, mas que introduz tantas outras coisas além do romance entre eles que vale muito a pena percorrer por toda a história.
Eu lembro que estava na varanda de casa ouvindo Silence, de Beethoven, e de repente me veio esse homem meio perigoso e meio apaixonado por tudo.
O livro tem algumas, inicialmente, influências de Baudelaire. Sei que quando comecei a escrever o livro estava lendo algumas poesias dele. E de muito das poesias meio complicadas de Baudelaire consegui ver o personagem principal do livro, o John.
E Isis, a personagem que nos introduz a história, eu vi muito das poesias Emily Dickens.
É meio estranho criar personagens a partir de meros poemas, ou músicas que você gosta, mas algumas vezes eles simplesmente aparecem. E foi assim com NdO. Foi uma construção lenta que não tem período certo para acabar. Só se sabe que está a caminho.

Abaixo há um trecho e uma imagem (ilustrativa) do livro.

Dia 25/12: Eu tinha planos para publicá-lo ainda neste mês, mas não consegui terminar de escrever. Estou com muitos projetos e infelizmente algum tem que ficar para trás. Não esquecido, claro. Estou batalhando para retomar a escrita de Noites de Outono e logo quanto terminar, vocês serão os primeiros a saber.
Mil perdões,
HL.

"[...] É quando você percebe que a beleza da natureza não está no verde porque o outono dá cor ao horizonte. As chuvas são o que mais gosto. Não são como chuvas de verão ou primavera, as que dão vida. É a chuva que anuncia o adormecimento, introduzindo a calmaria. É como um amante que diz que vai ficar, que acalma teu peito inseguro, que te abençoa com a percepção do amor. O outono é como a vida pedindo calma, pedindo para você colorir o que deixou sem cor. E a noite é o pedido de salvação das almas perdidas. É o que temos dentro de nós mesmos, é a súplica de misericórdia, é a certeza de que nunca pode se desistir."



0 comentários: